sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Até fazer parte do 14 Bis, Hely teve uma trajetória bastante eclética. Nasceu na Serra do Caraça, em Minas Gerais, em 07 de março. Seus pais adoravam dançar e a qualquer pretexto davam uma festa.
Hely passou a infância e adolescência escutando Cole Porter e Gershwin. Em casa, rodas de choro aconteciam sempre, até porque seus irmãos tocavam violão, cavaquinho e gaita. Como Cláudio Venturini, também se interessou por eletrônica e cursou o CEFET.
Seu gosto por percussão despontou cedo. Tocava com amigos em festinhas e adorava tocar tarol. As frases que eram construídas nas caixas de tarol me empolgavam",explica Hely. Do tarol para a bateria foi um pulo. Com 14 anos, começou a estudar bateria com Ubadiê, um músico africano.
Shows, bailes, bares passaram a figurar na agenda do jovem músico, a partir de 62. Com apenas 17 anos, passou a ser músico da noite. Tocava de jazz a MPB. Entretanto, este trabalho já não o satisfazia mais.
Devido à forte influência dos Beatles, sentia necessidade sobretudo de vocais. Passou por vários grupos mineiros. Hely tocou no grupo Os Turbulentos, onde conheceu Flávio e passou a frequentar a famosa garagem do pensionato. Foi quando Vermelho apareceu com o convite para tocar no Bendegó e posteriormente para a formação do 14 Bis.Fã incondicional de bateristas de todos os tempos, Hely aperfeiçoa sua técnica em cerca de oito horas diárias de estudo de bateria.
Entre em contato direto com Hely Rodrigues através do email: helyrodrigues@14bis.com.br
Linda Juventude
Flávio Venturini / Márcio Borges
Introdução: (Em G Em G Em G A9 B4 A9)
                  (Em G Em G Em G A9 B4)


C           D     G     C          D      G
Zabelê, zumbi, besouro, vespa fabricando mel
C              D     Bm7     C    Am7        Bm7  Em
Guardo teu tesouro, jóia marrom, raça como nossa cor
C            D     G    C            D    G
Nossa linda juventude, página de um livro bom
C               D    Bm7    C   Am7         Bm7   C
Canta que te quero cais e calor, claro como o sol raiou
Am7           Bm7  C
Claro como o sol raiou


Introdução


C     G   D     Am7            Bm7 C         D
Maravilha, juventude, pobre de mim, pobre de nós
   Am7    Bm7         C     Am   G   Em  Am   G   Em    D4   D
Via Láctea, brilha por nós, vi...das pe..que..nas da esqui...na


Introdução


C           D     G       C             D    G
Fado, sina, lei, tesouro, canta que te quero bem
C               D   Bm7     C    Am7          Bm7     Em
Brilha que te quero luz andaluz, massa como o nosso amor
C            D     G     C           D     G
Nossa linda juventude, página de um livro bom
C             D  Bm7      C   Am7          Bm7    C
Canta que quero cais e calor, claro como o sol raiou
Am7          Bm7    Em
Claro como o sol raiou


Introdução


C     G   D     Am7           Bm7  C       D
Maravilha, juventude, tudo de mim, tudo de nós
 Am7   Bm7           C   Am   G   Em  Am  G   Em    D4   D 
Via Láctea, brilha por nós, vi...das bo..ni..tas da esqui...na.


Zabelê, Zumbi, Besouro....


Final: (Em9)
14 Bis
O SONHO REAL DO 14 BIS
A influência dos Beatles sobre gerações de músicos em todo o mundo, principalmente sobre aqueles que foram seus contemporâneos, é indiscutível. Muitos foram os músicos que perceberam a riqueza de possibilidades da chamada música pop a partir do tratamento inovador - arranjos sofisticados, harmonias complexas e um vocal cuidadoso - dado às suas canções pelo grupo inglês.
Não foi diferente com os cinco rapazes do 14 BIS, que entre outras influências - brasileiríssimas por sinal - tiveram nos Beatles o fator decisivo para sua formação.
Mas as semelhanças terminam aí. Longe de recorrer ao recurso fácil e perigoso da simples clonagem, Flávio Venturini, Vermelho, Hely Rodrigues, Cláudio Venturini e Sérgio Magrão, partiram dos Beatles para compreender a música brasileira e buscar um som próprio, moderno, lírico e de qualidade. Conseguiram tanto que estão na estrada há quase vinte anos. Sobreviveram à saída do líder da banda, Flávio Venturini, em 87, sem perder o rumo. Uma bela Volta por cima. Diferentemente de inúmeros grupos de rock esquecidos na poeira da década de 80, o 14 BIS provou que veio para ficar.
A CÉLULA INICIAL
Quando Cláudio tinha nove anos e Flávio dezoito, em 1968, o tenente Castro Moreira, ou melhor, Vermelho - cujo cabelo cor de fogo não deixava dúvida sobre a razão de seu apelido- entra no cenário musical dos Venturini. O futuro tecladista, arranjador e compositor do 14 BIS conheceu Flávio , em fins de 68, quando ambos serviam juntos no CPOR, com a música e o piano como elementos de ligação de um companheirismo que atravessaria décadas. O embrião do 14 BIS já estava em formação.
Dona Dalila, mãe de Flávio e Cláudio, que sempre se dedicou ao ramo da hotelaria, além de ser grande incentivadora do talento musical da prole, alugou um quarto para o novo amigo de seu filho. Cláudio era ainda muito menino para ser aceito na roda dos rapazes, que se divertiam compondo para as namoradas - a primeira música que fizeram juntos se chamava Eliane-, cantando a duas vozes canções de Simon & Garfunkel, além dos Beatles, é claro. Em geral, compunham a música juntos e Vermelho escrevia a letra. A partir das suas participações em festivais, ainda em BH, conheceram outros letristas com quem também compuseram, como Murilo
Antunes e Márcio Borges.

Flávio e Cláudio Venturini
A primeira participação dos dois em festival aconteceu em 69, no Festival Estudantil da Canção de Belo-Horizonte, que abriu as portas para a convivência com aqueles jovens músicos - Beto Guedes, Lô Borges, Tavinho Moura, Toninho Horta, Túlio Mourão - que mais tarde vieram a fazer parte do Clube da Esquina, com certeza o mais importante movimento musical da história recente de Minas, com enorme repercussão na MPB. Mas foi no Festival Universitário, quando "Espaço Branco" (Flávio e Vermelho) tirou o segundo ligar defendida pelo grupo Terço - em sua primeira formação com Sérgio Hinds, Vinícius Cantuária e Jorge Amiden - que sentiram que o sonho poderia tornar-se realidade.
AS OPORTUNIDADES
A partir de 1970, Vermelho e Flávio começaram a se ausentar cada vez mais de Belo-Horizonte, rumo ao Rio e a São Paulo onde o mercado de trabalho ofereciam maiores oportunidades. Participaram juntos do primeiro disco de Beto Guedes, pela EMI Odeon.
Logo depois, Flávio Venturini é convidado para cantar com a dupla Sá & Guarabira em São Paulo. Muda-se de armas e bagagens.
Lá reencontra o grupo Terço e é convidado para entrar e fazer parte dele. Com Flávio, o Terço lança dois discos - Criaturas da Noite e Casa Encantada- ,ambos pela gravadora Copacabana. Já no primeiro disco o mineiro participava com várias composições que foram sucesso, consolidando a posição da banda como uma das mais importantes do país.
Mas o 14 BIS ainda demorou a chegar. Vermelho costumava frequentar os festivais de inverno que aconteciam em diversas cidades do interior de Minas e acolhiam estudantes e professores de música de todo o Brasil. Estava sempre em busca de novidades. Num desses festivais, conheceu o Bendegó, foi convidado a integrar o grupo, e passou a viajar pelo Brasil.
Nesse meio tempo, havia uma garagem que dava muito o que falar em Belo-Horizonte. Dona Dalila, mãe de Flávio e Cláudio, montou um pensionato feminino numa casa na Av. Pasteur, em cuja garagem aconteciam os ensaios da turma. A garagem, além de estúdio, servia de quarto Cláudio que já era um adolescente de 14 anos e não podia morar na casa principal para não desmoralizar o pensionato.
Apesar dos amigos músicos irem à garagem pela fissura de tocar, as meninas eram um atrativo a mais, uma platéia para ninguém botar defeito. Afinal eram 42 moças. Vermelho, Beto, Hely, Paulinho Carvalho, Zé Eduardo, Lô Borges, praticamente todos os músicos de BH passaram pela garagem. Foi quando Vermelho convidou o baterista Hely Rodrigues para tocar no Bendegó. Acompanharam Caetano Veloso em turnê, chegaram a gravar um disco do grupo e só saíram em 72.

Cláudio Venturini
Enquanto Hely e Vermelho estavam no Bendegó, Flávio fazia parte do Terço. A família encarava com certo ceticismo o interesse de Cláudio pela música. Imaginava tratar-se de um deslumbramento adolescente.
PREPARAR PARA A DECOLAGEM
Em 77, Flávio deixou o Terço. Logo em seguida, gravou A Página do Relâmpago Elétrico (EMI Odeon), primeiro disco de Beto Guedes.
A Página do Relâmpago ElétricO foi lançado no Teatro Ipanema, em janeiro de 78, em pleno verão carioca. Cláudio, que havia terminado o curso técnico em eletrônica e já estava no ITA cursando engenharia eletrônica, cada vez mais apaixonado por música, encontrou um caminho do meio para seus talentos: foi ser técnico som dos shows de Beto. Após o lançamento no Rio, seguiram em turnê pelo Brasil.
Impossibilitado de continuar freqüentando as aulas, Cláudio largou a faculdade. Beto, vermelho, Hely Rodrigues, Zé Eduardo e Flávio Venturini formavam a banda. Praticamente todos os futuros integrantes do 14 BIS estavam ali. Ficava faltando apenas Sérgio Magrão, o contrabaixista do grupo.
Flávio Venturini e Magrão se conheceram em São Paulo no Terço. Foram convidados por Sérgio Hinds para fazer parte da terceira formação do
grupo. Entre 77 e 79, já desligado do Terço, o baixista teve sua própria agência de propaganda, a Trâmite Publicidade , em sociedade com
o publicitário Daniel Haar. A empresa ficava numa casa em Perdizes, um bairro em São Paulo. O 14 BIS nasceu ali no pequeno estúdio que
mantinha para gravar os jingles das campanhas. Curioso o fato da maioria não estar tocando com ninguém. Desde quando Beto Guedes partiu
para a carreira solo, Vermelho e Cláudio estavam em São Paulo trabalhando em aluguel de equipamentos de som para shows, que eles próprios operavam. Flávio e Vermelho tinham participado no ano anterior das gravações do Clube da Esquina II, de Milton nascimento, incluindo alguns arranjos. Cláudio, no início de 79, acompanhou Lô Borges - com quem aliás começou - no seu disco Via Láctea, além de tocar nos shows do amigo.
Mas todos queriam dar um outro rumo às suas carreiras.
Flávio, Vermelho, Cláudio e Hely estavam planejando montar uma banda ainda sem nome. Precisavam de um contrabaixista e convidaram Magrão,
considerado um dos melhores músicos da década de 70. " Quando escutei "perdidos em Abbey Road" e "pedra Menina" fiquei alucinado. Era tudo o
que eu queria, com vocal, harmonia e muita influência dos Beatles" - conta o única carioca do grupo.
A gravadora EMI-Odeon vinha sondando Flávio Venturini para gravar um disco solo, este propôs o trabalho da banda, ainda sem nome.
Depois de muito brainstorm , surgiu o nome 14 BIS que agradou a todos e batizou também o disco. Convidaram Milton Nascimento para produtor.
A estréia em disco, em 79, não podia ter melhor padrinho.

Magrão,Vermelho,Cláudio,Flávio e Hely
CONSTRUIDO O SUCESSO
O 14 BIS surge num momento em que o mercado carecia de bandas com um som jovem. Além dele, só havia A Cor do Som e o Roupa Nova.
As canções melódicas, originais, com vocais apuradíssimos e a interessante mistura de rock progressivo e a música regional repercutiram não só entre o público mas também na crítica, que recebeu favoravelmente o trabalho. Os cinco foram retratados em estilo barroco na capa do primeiro disco pelo pintor Pedro Algaza, que recebeu elogios de Caetano Veloso.
Em 80, Vermelho, Magro e Flávio foram morar no mesmo prédio em Jardim Botânico, bairro da zona-sul carioca. Hely e Cláudio preferiram fazer
ponte aérea Rio-BH, mas transformaram o Hotel Astória em segundo lar. Venderam 70 mil cópias do disco, o que para a época era considerada
uma performance excelente. " Canção da América" e " Natural" estouraram nas rádios. O grupo vivia nos mais importantes programas de televisão da
época: Globo de Ouro, Chacrinha, Bolinha, Angélica, além de muitos Fantásticos. Bancaram os atores na novela Coração Alado, da TV Globo,
na qual o personagem de Tarcísio Filho tinha um conjunto.

Hely,Flávio,Vermelho,Magrão e Cláudio
Uma das ambições do 14 BIS era se manter na vanguarda tecnológica dos grupos de rock do país. A preocupação com a qualidade do som sempre foi uma constante. Já em 82, foram aos EUA. Voltaram cem mil dólares mais pobres e com uma tonelada e meia de equipamentos de última geração.

14 Bis em Nova Iorque
Antes, em 80, já haviam lançado o segundo LP, o 14 BIS II, que trazia um clássico da década, "Caçador de mim", de As e Sérgio Magro. Mais tarde
Simone e Milton Nascimento regravaram "Caçador de mim". Os sucessos se multiplicavam. Cada disco tinha parada obrigatória, às vezes com duas ou mais músicas, na lista das mais executadas das rádios de todo o Brasil. Espelho das Águas (EMI/81) com " A qualquer tempo", " Nos bailes da vida"
e " Mesmo de brincadeira"; Além, Paraíso (EMI/82) com "Uma velha canção rock'n roll" e "Linda juventude"; Idade da Luz(EMI/83) - com parte da produção feita em Los Angeles - com "Todo azul do mar" e "Nave de prata".
Com A Nave Vai (EMI/85), a preocupação em utilizar os melhores recursos tecnológicos à disposição no mercado redobrou. O esmero nos arranjos também.
Sentiram necessidade de trocar experiências com outros músicos. Convidaram o saxofonista Leo Gandelman para participar dos arranjos da
faixa "Só se for", sucesso do disco Sete(EMI/87) contou com a participação de Renato Russo ("Mais uma vez") e Kiko Zambianchi("Templo").
PONTO DE MUTAÇÃO
Ainda em 87, um acontecimento veio modificar o rumo do 14 BIS. Desde 82, Flávio Venturini vinha se equilibrando na corda banda para conciliar duas
agendas. Tentou ao máximo desenvolver sua carreira solo sem prejuízo da banda. Até ali tinha conseguido, mas as custas de um desgaste enorme.
Com a aprovação e o incentivo da banda, fizeram um último disco juntos ( 14 BIS ao Vivo/EMI/87), gravado ao vivo no Palácio das Artes,
em Belo-Horizonte, em pleno Natal, para fazer sua despedida em grande estilo. Vieram ônibus de fã-clubes do Brasil inteiro.
A saída de Flávio não alterou a agenda de mais de cem shows anuais da banda. O novo disco, Quatro por Quatro (EMI/93), demorou um pouco a chegar.
Quiseram dar-se esse tempo para maturar novas canções e buscar uma sonoridade que melhor expressasse a transição por que estavam passando.
Foram convidados pelo produtor Mariozinho Rocha para entrar na trilha da novela Pedra sobre Pedra, da TV Globo, com "Dona de mim" (Moacyr Luz e Aldir Blanc). Qualquer dúvida a respeito da capacidade de sobrevivência do grupo sem Flávio Venturini foi dissipada com a enorme repercussão de "Dona de mim". Não precisavam provar mais nada a ninguém!
Cláudio, Hely, Vermelho e Magrão ainda tiveram que passar por uma nova transição. Saíram da EMI após quase 15 anos de trabalho, o mesmo tempo que tinham de carreira. Não se abateram. Logo arregaçaram as mangas e em 95 lançaram o CD Siga o Sol, já pela gravadora Velas.
Tiveram carta branca e gravaram em Nova York, onde permaneceram um mês, com o produtor Mairton Bahia, o mesmo de João Gilberto e Legião Urbana.
NOVOS RUMOS
Uma nova experiência os aguardava entre 97 e 98. Foram contratados juntamente com o grupo vocal Boca Livre para fazer shows no interior de São Paulo.
O encontro foi um êxito junto ao público, um verdadeiro achado. Desde então, os dois grupos separaram parte da agenda para um trabalho em conjunto. Além da experiência musical muito rica e dos muitos pontos em comum, os rapazes se divertem demais com o encontro e o público só tem a ganhar.
Em 1999 o 14 BIS se envolve num novo projeto ainda mais instigante. Para quem se habituou a ouvi-los envoltos em sofisticadas
parafernálias tecnológicas, como é de se esperar, aliás, em qualquer banda de rock, vai ser uma surpresa. Foi lançado o acústico do 14 BIS com participações especiais de Flávio Venturini, Beto Guedes, Lô Borges, Milton Nascimento e do Boca Livre. Em 99, o público já conta com o novo CD, que vem com dez regravações e quatro inéditas.
Em 2001 os shows realizados com o Boca Livre transformou-se em um cd gravado ao vivo no ATL Hall, Rio de Janeiro.
Em 2004 lança um cd de músicas inéditas, Outros Planos.
Os rapazes do 14 BIS encararam cada trabalho como uma oportunidade de renovação.
Qual o segredo? Tudo tem sabor de primeira vez. Dos beatles, ídolos de sua juventude e influência maior, fazem questão de manter uma diferença:
para eles o começo foi um sonho, um sonho real que não tem mais fim.
Stella T. Caymmi

14 Bis - 1979
Ouvir todo o cd em sequência
Perdido em Abbey Road
(Flávio Venturini / Vermelho)
Estava andando pela rua
Quando de repente eu me vi
Perdido em abbey road
Onde está o caminho
Que me leve de volta?
Onde é que eu vim parar?
E os meus amigos dispersos pelo mundo
A gente não se encontra mais pra cantar
Aquelas canções
Que disparavam nosso coração
A menina que saiu de casa
Numa quarta-feira
Já voltou há muito tempo
E dela nunca mais se ouviu falar
E os meus amigos dispersos pelo mundo
A gente não se encontra mais pra cantar
Aquelas canções
Que disparavam nosso coração
Existe algum de nós
Que não conhece a dor
De se sentir sozinho
Perdido em abbey road
Unencounter ( Canção da América )
(Milton Nascimento / Fernando Brant)
Amigo é coisa pra se guardar
Debaixo de 7 chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção
Que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou
Amigo é coisa pra se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam não
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo eu volto a te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar
Ponta de Esperança
(Flávio Venturini/Vermelho / Márcio Borges)
Agora imagine teu corpo sem nada
Sem nada que possa negar sua luz
E cada lugar tocado por nós
Vai ser além do mal
Brilhar além do todo azul
Ah! festejar o chão
Dança menina
Clareira
Ponta de esperança
Clareira
Ponta de esperança
A porta dos coração
Sempre aberta pra nós
A estrela da sorte que acontecer
Toda massa de sol despencando no mar
Todo amor
Será porque será por prazer
Que nunca venha a ser contra nós
Pedra Menina
(Flávio Venturini / Vermelho)
Pedra menina
Flor e cristal
Água escondida no chão
Toda tarde desce atrás de seus cabelos
Vem cobrir a noite com o luar
Minha menina
Pedra e lugar
Onde eu sabia ser feliz
Ir brincar na chuva
Ou correr no sol
E olhar o céu e sonhar
E chegar de repente
À janela do quintal
E chamar lá de longe
Me entregando pra você
Cinema de Faroeste
(Flávio Venturini / Vermelho / Suzana Nunes)
Passou pelo meio da noite
Montando o cavalo encantado
Saiu pela tela de um velho
Cinema de faroeste
Foi voando mais alto que o vento
Sonhando amar
No peito uma estrela pulsando
Num tempo de sangue
Vem galopar nos meus braços
Meu coração quer dançar com você
Num velho saloon
Mundo é um filme
Rodando em câmara lenta
Seus olhos me contam estórias
De um tempo mais louco
Onde eu não fui
Nem chegarei
Não puxe o gatilho, meu amor
Rifles e duelos
Tiros ao amanhecer
Na tela ou no mundo
Queima o mesmo sol
Não sei viver só
Sei sonhar
Sonhar viver
Natural
(Flávio Venturini / Tavinho Moura)
Penso em você
No seu jeito de falar
Sua maneira de ser e perguntar
Que é muito natural
Como é natural em você acontecer
Um desejo de ver a cor da estrada
E desaparecer
Vou seguir os passos e tentar saber
Onde, em que cidade se escondeu você
Quero sem pensar
O seu jeito de calar
De ouvir aquele resto de canção
O que morre pelo ar
Que brinca pelo ar como coisa natural
Em seu corpo tão sereno
Acende a velha mania de cantar
Voz do coração deixou oh! oh! oh!
E pergunta sempre onde andará
Você
Em meu coração há razão oh! oh! oh!
Não esqueço você
O vento, a chuva, o teu olhar
(Flávio Venturini / Vermelho)
Vento, a chuva, o teu olhar
O frio, o medo de não te ver mais
Quando a tarde me encontra triste
Nem sei de um lugar pra ir
Um silêncio azul me envolve
Num desejo de te encontrar
Voltando no tempo pra te esperar
Num dia perdido em algum lugar
Sempre lembro te ver chegando
Com jeito de quem se vai
Se entregando no fim da noite
Até não poder mais
E quando eu chorar
Quando eu sorrir quando eu pedir
Não vá embora não, não, oh, oh...
A noite, o sonho, o sol da manhã
Segredos do dia que sempre
Vai voltar
Blue
(Flávio Venturini)
Meio Dia
(Flávio Venturini / Sá / Vermelho)
Passarinho verde cantou
No galho do pé de romã
Acordei no fim da manhã
E do meu lado você sorria
Como foi que pude dormir
Tendo um tempo pra te abraçar
Não posso, nem quero sair
Quero te amar nesse meio dia
Vozes da cidade
Já não chegam por aqui
Parece que o mundo me esquecer
E eu me esqueci
De sair pra trabalhar
Tanto melhor
Deixa a luz do sol entrar
Dentro de nós, meu amor
Passarinho verde chamou
No galho do pé de romã
Quase se acabando a manhã
E do meu lado você
Mesmo ao vento vespertino
Inda queima em nós dois
Aquele mesmo calor
Passarinho verde...
Três Ranchos
(Flávio Venturini / Zé Eduardo / Tavinho Moura)
Nos meus olhos tanta coisa
Pressentida de você
Abro a janela inda que tarde
Vejo a cidade
Meu olhar sempre na estação
Na partida do trem
Se esconde no abandono das aldeias
Minha voz fora do tempo
Conta estórias vindas da selva
Despertando outra cor no céu
Do luar do sertão
Não, não há por detrás dessas serras, nasce
Qual chuva de prata
Clareando no chão
Despertando o dia em seu berço
Abro a janela, inda que tarde
Vejo a cidade
Meu olhar sente o nosso adeus
Na partida do trem
Ouço no caminho dos trilhos bate
Aquele refrão que não esconde você
Do abandono das aldeias
Minha voz fora do tempo
Conta estórias vindas da selva
Despertando outra cor no céu
Do luar do sertão
Sonho de Valsa
(Flávio Venturini / Vermelho / Murilo Antunes)
De longe vem você
E tudo a flutuar
No azul da terra em movimento
Seu corpo contra o meu
Num giro pelo ar
Na tarde de silêncio a valsar
Luar a navegar
No ar a navegar
E tudo a te lembrar
De um baile de luz
Das horas de amor
De um beijo sem querer
De um resto de canção
Cantava pra te alegrar
E tudo a flutuar
E tudo a te querer
Mais linda que um sonho meu
14 Bis e Boca Livre ao Vivo - 2000
Ouvir todo o cd em sequência
Canção da América
(Fernando Brant e Milton Nascimento)
Todo o Azul do Mar
(Flávio Venturini e Ronaldo Bastos)
Panis et Circenses
(Gilberto Gil e Caetano Veloso)
Eu Sei
(Renato Russo)
Duas Praias
(Zé Renato e Lourenço Baeta)
I Need You
(George Harrison)
Toada (na Direção do Dia
(Zé Renato, Cláudio Nucci e Juca Filho)
Sonhando o Futuro
(Cláudio Venturini e Lô Borges)
Carrossel
(Flávio Venturini,Vermelho e Suzana)
Planeta Sonho
(Flávio Venturini,Vermelho e M.Borges)
Bola de Meia, Bola de Gude
(Fernando Brant e Milton Nascimento)
Quem Tem a Viola
(Zé Renato,Xico Chaves,Cláudio Nucci e Juca Filho)
Paula e Bebeto
(Caetano Veloso e Milton Nascimento)