Até fazer parte do 14 Bis, Hely teve uma trajetória bastante eclética. Nasceu na Serra do Caraça, em Minas Gerais, em 07 de março. Seus pais adoravam dançar e a qualquer pretexto davam uma festa.
Hely passou a infância e adolescência escutando Cole Porter e Gershwin. Em casa, rodas de choro aconteciam sempre, até porque seus irmãos tocavam violão, cavaquinho e gaita. Como Cláudio Venturini, também se interessou por eletrônica e cursou o CEFET. Seu gosto por percussão despontou cedo. Tocava com amigos em festinhas e adorava tocar tarol. As frases que eram construídas nas caixas de tarol me empolgavam",explica Hely. Do tarol para a bateria foi um pulo. Com 14 anos, começou a estudar bateria com Ubadiê, um músico africano. Devido à forte influência dos Beatles, sentia necessidade sobretudo de vocais. Passou por vários grupos mineiros. Hely tocou no grupo Os Turbulentos, onde conheceu Flávio e passou a frequentar a famosa garagem do pensionato. Foi quando Vermelho apareceu com o convite para tocar no Bendegó e posteriormente para a formação do 14 Bis.Fã incondicional de bateristas de todos os tempos, Hely aperfeiçoa sua técnica em cerca de oito horas diárias de estudo de bateria.
Entre em contato direto com Hely Rodrigues através do email: helyrodrigues@14bis.com.br
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fã clube-14bis linda juventude
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
| Linda Juventude Flávio Venturini / Márcio Borges |
Introdução: (Em G Em G Em G A9 B4 A9)
(Em G Em G Em G A9 B4)
C D G C D G
Zabelê, zumbi, besouro, vespa fabricando mel
C D Bm7 C Am7 Bm7 Em
Guardo teu tesouro, jóia marrom, raça como nossa cor
C D G C D G
Nossa linda juventude, página de um livro bom
C D Bm7 C Am7 Bm7 C
Canta que te quero cais e calor, claro como o sol raiou
Am7 Bm7 C
Claro como o sol raiou
Introdução
C G D Am7 Bm7 C D
Maravilha, juventude, pobre de mim, pobre de nós
Am7 Bm7 C Am G Em Am G Em D4 D
Via Láctea, brilha por nós, vi...das pe..que..nas da esqui...na
Introdução
C D G C D G
Fado, sina, lei, tesouro, canta que te quero bem
C D Bm7 C Am7 Bm7 Em
Brilha que te quero luz andaluz, massa como o nosso amor
C D G C D G
Nossa linda juventude, página de um livro bom
C D Bm7 C Am7 Bm7 C
Canta que quero cais e calor, claro como o sol raiou
Am7 Bm7 Em
Claro como o sol raiou
Introdução
C G D Am7 Bm7 C D
Maravilha, juventude, tudo de mim, tudo de nós
Am7 Bm7 C Am G Em Am G Em D4 D
Via Láctea, brilha por nós, vi...das bo..ni..tas da esqui...na.
Zabelê, Zumbi, Besouro....
Final: (Em9)
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| 14 Bis |
O SONHO REAL DO 14 BIS
Não foi diferente com os cinco rapazes do 14 BIS, que entre outras influências - brasileiríssimas por sinal - tiveram nos Beatles o fator decisivo para sua formação.
Mas as semelhanças terminam aí. Longe de recorrer ao recurso fácil e perigoso da simples clonagem, Flávio Venturini, Vermelho, Hely Rodrigues, Cláudio Venturini e Sérgio Magrão, partiram dos Beatles para compreender a música brasileira e buscar um som próprio, moderno, lírico e de qualidade. Conseguiram tanto que estão na estrada há quase vinte anos. Sobreviveram à saída do líder da banda, Flávio Venturini, em 87, sem perder o rumo. Uma bela Volta por cima. Diferentemente de inúmeros grupos de rock esquecidos na poeira da década de 80, o 14 BIS provou que veio para ficar.
A CÉLULA INICIAL
Quando Cláudio tinha nove anos e Flávio dezoito, em 1968, o tenente Castro Moreira, ou melhor, Vermelho - cujo cabelo cor de fogo não deixava dúvida sobre a razão de seu apelido- entra no cenário musical dos Venturini. O futuro tecladista, arranjador e compositor do 14 BIS conheceu Flávio , em fins de 68, quando ambos serviam juntos no CPOR, com a música e o piano como elementos de ligação de um companheirismo que atravessaria décadas. O embrião do 14 BIS já estava em formação.
Dona Dalila, mãe de Flávio e Cláudio, que sempre se dedicou ao ramo da hotelaria, além de ser grande incentivadora do talento musical da prole, alugou um quarto para o novo amigo de seu filho. Cláudio era ainda muito menino para ser aceito na roda dos rapazes, que se divertiam compondo para as namoradas - a primeira música que fizeram juntos se chamava Eliane-, cantando a duas vozes canções de Simon & Garfunkel, além dos Beatles, é claro. Em geral, compunham a música juntos e Vermelho escrevia a letra. A partir das suas participações em festivais, ainda em BH, conheceram outros letristas com quem também compuseram, como Murilo
Antunes e Márcio Borges. Flávio e Cláudio Venturini
A primeira participação dos dois em festival aconteceu em 69, no Festival Estudantil da Canção de Belo-Horizonte, que abriu as portas para a convivência com aqueles jovens músicos - Beto Guedes, Lô Borges, Tavinho Moura, Toninho Horta, Túlio Mourão - que mais tarde vieram a fazer parte do Clube da Esquina, com certeza o mais importante movimento musical da história recente de Minas, com enorme repercussão na MPB. Mas foi no Festival Universitário, quando "Espaço Branco" (Flávio e Vermelho) tirou o segundo ligar defendida pelo grupo Terço - em sua primeira formação com Sérgio Hinds, Vinícius Cantuária e Jorge Amiden - que sentiram que o sonho poderia tornar-se realidade.
AS OPORTUNIDADES
A partir de 1970, Vermelho e Flávio começaram a se ausentar cada vez mais de Belo-Horizonte, rumo ao Rio e a São Paulo onde o mercado de trabalho ofereciam maiores oportunidades. Participaram juntos do primeiro disco de Beto Guedes, pela EMI Odeon.
Logo depois, Flávio Venturini é convidado para cantar com a dupla Sá & Guarabira em São Paulo. Muda-se de armas e bagagens. Lá reencontra o grupo Terço e é convidado para entrar e fazer parte dele. Com Flávio, o Terço lança dois discos - Criaturas da Noite e Casa Encantada- ,ambos pela gravadora Copacabana. Já no primeiro disco o mineiro participava com várias composições que foram sucesso, consolidando a posição da banda como uma das mais importantes do país. Mas o 14 BIS ainda demorou a chegar. Vermelho costumava frequentar os festivais de inverno que aconteciam em diversas cidades do interior de Minas e acolhiam estudantes e professores de música de todo o Brasil. Estava sempre em busca de novidades. Num desses festivais, conheceu o Bendegó, foi convidado a integrar o grupo, e passou a viajar pelo Brasil.
Nesse meio tempo, havia uma garagem que dava muito o que falar em Belo-Horizonte. Dona Dalila, mãe de Flávio e Cláudio, montou um pensionato feminino numa casa na Av. Pasteur, em cuja garagem aconteciam os ensaios da turma. A garagem, além de estúdio, servia de quarto Cláudio que já era um adolescente de 14 anos e não podia morar na casa principal para não desmoralizar o pensionato.
Apesar dos amigos músicos irem à garagem pela fissura de tocar, as meninas eram um atrativo a mais, uma platéia para ninguém botar defeito. Afinal eram 42 moças. Vermelho, Beto, Hely, Paulinho Carvalho, Zé Eduardo, Lô Borges, praticamente todos os músicos de BH passaram pela garagem. Foi quando Vermelho convidou o baterista Hely Rodrigues para tocar no Bendegó. Acompanharam Caetano Veloso em turnê, chegaram a gravar um disco do grupo e só saíram em 72. Cláudio Venturini
Enquanto Hely e Vermelho estavam no Bendegó, Flávio fazia parte do Terço. A família encarava com certo ceticismo o interesse de Cláudio pela música. Imaginava tratar-se de um deslumbramento adolescente.
PREPARAR PARA A DECOLAGEM
A Página do Relâmpago ElétricO foi lançado no Teatro Ipanema, em janeiro de 78, em pleno verão carioca. Cláudio, que havia terminado o curso técnico em eletrônica e já estava no ITA cursando engenharia eletrônica, cada vez mais apaixonado por música, encontrou um caminho do meio para seus talentos: foi ser técnico som dos shows de Beto. Após o lançamento no Rio, seguiram em turnê pelo Brasil. Impossibilitado de continuar freqüentando as aulas, Cláudio largou a faculdade. Beto, vermelho, Hely Rodrigues, Zé Eduardo e Flávio Venturini formavam a banda. Praticamente todos os futuros integrantes do 14 BIS estavam ali. Ficava faltando apenas Sérgio Magrão, o contrabaixista do grupo.
Flávio Venturini e Magrão se conheceram em São Paulo no Terço. Foram convidados por Sérgio Hinds para fazer parte da terceira formação do
grupo. Entre 77 e 79, já desligado do Terço, o baixista teve sua própria agência de propaganda, a Trâmite Publicidade , em sociedade com o publicitário Daniel Haar. A empresa ficava numa casa em Perdizes, um bairro em São Paulo. O 14 BIS nasceu ali no pequeno estúdio que mantinha para gravar os jingles das campanhas. Curioso o fato da maioria não estar tocando com ninguém. Desde quando Beto Guedes partiu para a carreira solo, Vermelho e Cláudio estavam em São Paulo trabalhando em aluguel de equipamentos de som para shows, que eles próprios operavam. Flávio e Vermelho tinham participado no ano anterior das gravações do Clube da Esquina II, de Milton nascimento, incluindo alguns arranjos. Cláudio, no início de 79, acompanhou Lô Borges - com quem aliás começou - no seu disco Via Láctea, além de tocar nos shows do amigo. Mas todos queriam dar um outro rumo às suas carreiras.
Flávio, Vermelho, Cláudio e Hely estavam planejando montar uma banda ainda sem nome. Precisavam de um contrabaixista e convidaram Magrão,
considerado um dos melhores músicos da década de 70. " Quando escutei "perdidos em Abbey Road" e "pedra Menina" fiquei alucinado. Era tudo o que eu queria, com vocal, harmonia e muita influência dos Beatles" - conta o única carioca do grupo.
A gravadora EMI-Odeon vinha sondando Flávio Venturini para gravar um disco solo, este propôs o trabalho da banda, ainda sem nome.
Depois de muito brainstorm , surgiu o nome 14 BIS que agradou a todos e batizou também o disco. Convidaram Milton Nascimento para produtor. A estréia em disco, em 79, não podia ter melhor padrinho. Magrão,Vermelho,Cláudio,Flávio e Hely
CONSTRUIDO O SUCESSO
As canções melódicas, originais, com vocais apuradíssimos e a interessante mistura de rock progressivo e a música regional repercutiram não só entre o público mas também na crítica, que recebeu favoravelmente o trabalho. Os cinco foram retratados em estilo barroco na capa do primeiro disco pelo pintor Pedro Algaza, que recebeu elogios de Caetano Veloso.
Em 80, Vermelho, Magro e Flávio foram morar no mesmo prédio em Jardim Botânico, bairro da zona-sul carioca. Hely e Cláudio preferiram fazer
ponte aérea Rio-BH, mas transformaram o Hotel Astória em segundo lar. Venderam 70 mil cópias do disco, o que para a época era considerada uma performance excelente. " Canção da América" e " Natural" estouraram nas rádios. O grupo vivia nos mais importantes programas de televisão da época: Globo de Ouro, Chacrinha, Bolinha, Angélica, além de muitos Fantásticos. Bancaram os atores na novela Coração Alado, da TV Globo, na qual o personagem de Tarcísio Filho tinha um conjunto. Hely,Flávio,Vermelho,Magrão e Cláudio
Uma das ambições do 14 BIS era se manter na vanguarda tecnológica dos grupos de rock do país. A preocupação com a qualidade do som sempre foi uma constante. Já em 82, foram aos EUA. Voltaram cem mil dólares mais pobres e com uma tonelada e meia de equipamentos de última geração.
14 Bis em Nova Iorque
Antes, em 80, já haviam lançado o segundo LP, o 14 BIS II, que trazia um clássico da década, "Caçador de mim", de As e Sérgio Magro. Mais tarde
Simone e Milton Nascimento regravaram "Caçador de mim". Os sucessos se multiplicavam. Cada disco tinha parada obrigatória, às vezes com duas ou mais músicas, na lista das mais executadas das rádios de todo o Brasil. Espelho das Águas (EMI/81) com " A qualquer tempo", " Nos bailes da vida" e " Mesmo de brincadeira"; Além, Paraíso (EMI/82) com "Uma velha canção rock'n roll" e "Linda juventude"; Idade da Luz(EMI/83) - com parte da produção feita em Los Angeles - com "Todo azul do mar" e "Nave de prata".
Com A Nave Vai (EMI/85), a preocupação em utilizar os melhores recursos tecnológicos à disposição no mercado redobrou. O esmero nos arranjos também.
Sentiram necessidade de trocar experiências com outros músicos. Convidaram o saxofonista Leo Gandelman para participar dos arranjos da faixa "Só se for", sucesso do disco Sete(EMI/87) contou com a participação de Renato Russo ("Mais uma vez") e Kiko Zambianchi("Templo").
PONTO DE MUTAÇÃO
Ainda em 87, um acontecimento veio modificar o rumo do 14 BIS. Desde 82, Flávio Venturini vinha se equilibrando na corda banda para conciliar duas
agendas. Tentou ao máximo desenvolver sua carreira solo sem prejuízo da banda. Até ali tinha conseguido, mas as custas de um desgaste enorme. Com a aprovação e o incentivo da banda, fizeram um último disco juntos ( 14 BIS ao Vivo/EMI/87), gravado ao vivo no Palácio das Artes, em Belo-Horizonte, em pleno Natal, para fazer sua despedida em grande estilo. Vieram ônibus de fã-clubes do Brasil inteiro. A saída de Flávio não alterou a agenda de mais de cem shows anuais da banda. O novo disco, Quatro por Quatro (EMI/93), demorou um pouco a chegar. Quiseram dar-se esse tempo para maturar novas canções e buscar uma sonoridade que melhor expressasse a transição por que estavam passando.
Foram convidados pelo produtor Mariozinho Rocha para entrar na trilha da novela Pedra sobre Pedra, da TV Globo, com "Dona de mim" (Moacyr Luz e Aldir Blanc). Qualquer dúvida a respeito da capacidade de sobrevivência do grupo sem Flávio Venturini foi dissipada com a enorme repercussão de "Dona de mim". Não precisavam provar mais nada a ninguém!
Cláudio, Hely, Vermelho e Magrão ainda tiveram que passar por uma nova transição. Saíram da EMI após quase 15 anos de trabalho, o mesmo tempo que tinham de carreira. Não se abateram. Logo arregaçaram as mangas e em 95 lançaram o CD Siga o Sol, já pela gravadora Velas.
Tiveram carta branca e gravaram em Nova York, onde permaneceram um mês, com o produtor Mairton Bahia, o mesmo de João Gilberto e Legião Urbana.
NOVOS RUMOS
Uma nova experiência os aguardava entre 97 e 98. Foram contratados juntamente com o grupo vocal Boca Livre para fazer shows no interior de São Paulo.
O encontro foi um êxito junto ao público, um verdadeiro achado. Desde então, os dois grupos separaram parte da agenda para um trabalho em conjunto. Além da experiência musical muito rica e dos muitos pontos em comum, os rapazes se divertem demais com o encontro e o público só tem a ganhar. parafernálias tecnológicas, como é de se esperar, aliás, em qualquer banda de rock, vai ser uma surpresa. Foi lançado o acústico do 14 BIS com participações especiais de Flávio Venturini, Beto Guedes, Lô Borges, Milton Nascimento e do Boca Livre. Em 99, o público já conta com o novo CD, que vem com dez regravações e quatro inéditas.
Em 2001 os shows realizados com o Boca Livre transformou-se em um cd gravado ao vivo no ATL Hall, Rio de Janeiro.
Em 2004 lança um cd de músicas inéditas, Outros Planos.
Os rapazes do 14 BIS encararam cada trabalho como uma oportunidade de renovação.
Qual o segredo? Tudo tem sabor de primeira vez. Dos beatles, ídolos de sua juventude e influência maior, fazem questão de manter uma diferença: para eles o começo foi um sonho, um sonho real que não tem mais fim.
Stella T. Caymmi
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| 14 Bis - 1979 | |||||||||||
Ouvir todo o cd em sequência
Perdido em Abbey Road
(Flávio Venturini / Vermelho)
Estava andando pela rua
Quando de repente eu me vi Perdido em abbey road
Onde está o caminho
Que me leve de volta? Onde é que eu vim parar?
E os meus amigos dispersos pelo mundo
A gente não se encontra mais pra cantar Aquelas canções Que disparavam nosso coração
A menina que saiu de casa
Numa quarta-feira Já voltou há muito tempo E dela nunca mais se ouviu falar
E os meus amigos dispersos pelo mundo
A gente não se encontra mais pra cantar Aquelas canções Que disparavam nosso coração
Existe algum de nós
Que não conhece a dor De se sentir sozinho Perdido em abbey road
Unencounter ( Canção da América )
(Milton Nascimento / Fernando Brant)
Amigo é coisa pra se guardar
Debaixo de 7 chaves Dentro do coração Assim falava a canção Que na América ouvi Mas quem cantava chorou Ao ver seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou E quem voou, no pensamento ficou Com a lembrança que o outro cantou
Amigo é coisa pra se guardar
No lado esquerdo do peito Mesmo que o tempo e a distância digam não Mesmo esquecendo a canção O que importa é ouvir A voz que vem do coração Pois seja o que vier, venha o que vier Qualquer dia, amigo eu volto a te encontrar Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar
Ponta de Esperança
(Flávio Venturini/Vermelho / Márcio Borges)
Agora imagine teu corpo sem nada
Sem nada que possa negar sua luz E cada lugar tocado por nós Vai ser além do mal Brilhar além do todo azul Ah! festejar o chão Dança menina
Clareira
Ponta de esperança Clareira Ponta de esperança A porta dos coração Sempre aberta pra nós
A estrela da sorte que acontecer
Toda massa de sol despencando no mar Todo amor Será porque será por prazer Que nunca venha a ser contra nós
Pedra Menina
(Flávio Venturini / Vermelho)
Pedra menina
Flor e cristal Água escondida no chão Toda tarde desce atrás de seus cabelos Vem cobrir a noite com o luar
Minha menina
Pedra e lugar Onde eu sabia ser feliz Ir brincar na chuva Ou correr no sol E olhar o céu e sonhar E chegar de repente À janela do quintal E chamar lá de longe Me entregando pra você
Cinema de Faroeste
(Flávio Venturini / Vermelho / Suzana Nunes)
Passou pelo meio da noite
Montando o cavalo encantado Saiu pela tela de um velho Cinema de faroeste
Foi voando mais alto que o vento
Sonhando amar No peito uma estrela pulsando Num tempo de sangue
Vem galopar nos meus braços
Meu coração quer dançar com você Num velho saloon
Mundo é um filme
Rodando em câmara lenta Seus olhos me contam estórias De um tempo mais louco Onde eu não fui Nem chegarei Não puxe o gatilho, meu amor
Rifles e duelos
Tiros ao amanhecer Na tela ou no mundo Queima o mesmo sol Não sei viver só Sei sonhar Sonhar viver
Natural
(Flávio Venturini / Tavinho Moura)
Penso em você
No seu jeito de falar Sua maneira de ser e perguntar Que é muito natural Como é natural em você acontecer Um desejo de ver a cor da estrada E desaparecer
Vou seguir os passos e tentar saber
Onde, em que cidade se escondeu você
Quero sem pensar
O seu jeito de calar De ouvir aquele resto de canção O que morre pelo ar
Que brinca pelo ar como coisa natural
Em seu corpo tão sereno Acende a velha mania de cantar
Voz do coração deixou oh! oh! oh!
E pergunta sempre onde andará Você Em meu coração há razão oh! oh! oh! Não esqueço você
O vento, a chuva, o teu olhar
(Flávio Venturini / Vermelho)
Vento, a chuva, o teu olhar
O frio, o medo de não te ver mais Quando a tarde me encontra triste Nem sei de um lugar pra ir Um silêncio azul me envolve Num desejo de te encontrar
Voltando no tempo pra te esperar
Num dia perdido em algum lugar Sempre lembro te ver chegando Com jeito de quem se vai Se entregando no fim da noite Até não poder mais
E quando eu chorar
Quando eu sorrir quando eu pedir Não vá embora não, não, oh, oh...
A noite, o sonho, o sol da manhã
Segredos do dia que sempre Vai voltar
Blue
(Flávio Venturini)
Meio Dia
(Flávio Venturini / Sá / Vermelho)
Passarinho verde cantou
No galho do pé de romã Acordei no fim da manhã E do meu lado você sorria
Como foi que pude dormir
Tendo um tempo pra te abraçar Não posso, nem quero sair Quero te amar nesse meio dia
Vozes da cidade
Já não chegam por aqui Parece que o mundo me esquecer E eu me esqueci De sair pra trabalhar Tanto melhor Deixa a luz do sol entrar Dentro de nós, meu amor
Passarinho verde chamou
No galho do pé de romã Quase se acabando a manhã E do meu lado você Mesmo ao vento vespertino Inda queima em nós dois Aquele mesmo calor
Passarinho verde...
Três Ranchos
(Flávio Venturini / Zé Eduardo / Tavinho Moura)
Nos meus olhos tanta coisa
Pressentida de você Abro a janela inda que tarde Vejo a cidade Meu olhar sempre na estação Na partida do trem
Se esconde no abandono das aldeias
Minha voz fora do tempo Conta estórias vindas da selva Despertando outra cor no céu Do luar do sertão
Não, não há por detrás dessas serras, nasce
Qual chuva de prata Clareando no chão Despertando o dia em seu berço Abro a janela, inda que tarde Vejo a cidade Meu olhar sente o nosso adeus Na partida do trem
Ouço no caminho dos trilhos bate
Aquele refrão que não esconde você Do abandono das aldeias Minha voz fora do tempo Conta estórias vindas da selva Despertando outra cor no céu Do luar do sertão
Sonho de Valsa
(Flávio Venturini / Vermelho / Murilo Antunes)
De longe vem você
E tudo a flutuar No azul da terra em movimento Seu corpo contra o meu Num giro pelo ar Na tarde de silêncio a valsar
Luar a navegar
No ar a navegar E tudo a te lembrar De um baile de luz Das horas de amor De um beijo sem querer De um resto de canção Cantava pra te alegrar E tudo a flutuar E tudo a te querer Mais linda que um sonho meu |
| 14 Bis e Boca Livre ao Vivo - 2000 | |||||||||||||
Ouvir todo o cd em sequência
Canção da América
(Fernando Brant e Milton Nascimento)
Todo o Azul do Mar
(Flávio Venturini e Ronaldo Bastos)
Panis et Circenses
(Gilberto Gil e Caetano Veloso)
Eu Sei
(Renato Russo)
Duas Praias
(Zé Renato e Lourenço Baeta)
I Need You
(George Harrison)
Toada (na Direção do Dia
(Zé Renato, Cláudio Nucci e Juca Filho)
Sonhando o Futuro
(Cláudio Venturini e Lô Borges)
Carrossel
(Flávio Venturini,Vermelho e Suzana)
Planeta Sonho
(Flávio Venturini,Vermelho e M.Borges)
Bola de Meia, Bola de Gude
(Fernando Brant e Milton Nascimento)
Quem Tem a Viola
(Zé Renato,Xico Chaves,Cláudio Nucci e Juca Filho)
Paula e Bebeto
(Caetano Veloso e Milton Nascimento) |
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